Trópicos Úmidos de Queensland, Austrália
Andando de caiaque pelos Trópicos Úmidos de Queensland é uma das mneiras de desbravar a imensa floresta tropical
Ainda que ocupem apenas 1% do território da Austrália, os Trópicos Úmidos de Queensland, com seu terreno irregular, desfiladeiros profundos, rios e cachoeiras, formam uma das florestas tropicais mais espetaculares do mundo.
Estendendo-se pela costa nordeste da Austrália, a floresta contém inúmeras plantas e espécies de animais raras, que mostram um registro completo da evolução da vida vegetal no planeta. Caminhe pelos Wet Tropics e veja mais de 90 tipos de orquídeas, ouça o som de pássaros encontrados somente lá, como o papagaio-rei australiano, ou mergulhe em uma das tantas piscinas naturais do local.
magnífico arco Durdle Door na Costa Jurássica
Se quiser ver de perto um cenário dos romances de Jane Austen, as costas de Dorset e East Devon são o lugar perfeito – também conhecida como a Costa Jurássica. A imensa extensão à beira-mar consiste em impressionantes formações rochosas, praias cobertas de fósseis de dinossauros primitivos, baías tranquilas, muito verde e vilarejos românticos.
Uma das atrações naturais mais famosas é o arco de calcário Durdle Door. As camadas das pedras são quase verticais saindo do mar, fazendo dele uma maravilha da geologia.
E que tal um souvenir único? Saia em uma caça aos fósseis na praia de Charmouth e leve pra casa o pedacinho de história natural que encontrar.
A escola para o jovem é um território que acolhe tudo e onde eles se sentem à vontade para exercitar suas vivências e convivências. É nesse território em que se dão encontros e relações, que o jovem questiona valores e começa a construir seu projeto de vida.
Quem sou eu? O que eu posso ser? O que fazer para ser o que eu quero? O que eu quero para o meu futuro? Como posso me preparar para realizar meu projeto de vida? No ensino médio, é a escola, quando geradora de questionamentos, pensamentos, sentimentos e ações, que ajuda o adolescente a chegar a essas questões e a buscar suas próprias respostas.
Como uma obra em construção, a adolescência acontece no indivíduo principalmente no terreno da escola, onde o jovem passa boa parte de seu dia fora de casa. Há quem compare o processo individual àquele que se dá na coletividade contemporânea.
O adolescente passa por uma redefinição da imagem corporal assim como são redefinidas as configurações urbanas e as fronteiras territoriais. Ele está se individualizando, rompendo vínculos e buscando autonomia, em um processo similar ao da descolonização, quando uma comunidade rompe com a metrópole para obter sua independência política e econômica.
O adolescente também está na fase de comparar valores para estabelecer seu próprio código de ética, enquanto a humanidade coloca o foco nos códigos internacionais para nortear a vida no planeta e os direitos individuais e coletivos.
Na adolescência, o jovem busca identificação e segurança em grupos de iguais, assim como fazem os países ao criar blocos regionais no cenário internacional. E os garotos e garotas criticam as crenças dos pais, enquanto as comunidades modernas questionam ideologias e dogmas da velha ordem mundial.
Partilhando projetos
Todos esses movimentos e transformações são vividos pelo filho ou filha adolescente ao lado dos professores, veículos de novos valores para comparar com os trazidos de casa, e dos colegas, que se tornam a referência campeã nessa fase da vida.
Desse universo, o jovem obtém o conjunto de conhecimentos que interessa: os pedagógicos e os aprendizados que não estão no currículo - é isso precisamente que a escola representa para ele, como aponta uma outra pesquisa realizada em 2006, na Universidade Federal do Pará, com 725 estudantes de seis escolas de ensino médio da rede pública. Para os adolescentes, a escola é o principal espaço de construção e partilha de conhecimentos sobre a vida futura.
Monitoria dos pais
A família, claro, continua eterna referência, mas é o tempo de acompanhar tudo com um novo desafio: de perto, mas dos bastidores. Significa auxiliar o filho na compreensão do significado desse novo estágio de vida, dos desafios propostos, das alternativas possíveis frente às novas exigências.
Não cabe e não é responsabilidade dos pais fazer pelo filho, mas instigá-lo a enfrentar as situações, a descobrir suas potencialidades.
No início do ensino médio, esse acompanhamento tende a ser mais próximo, mas no segundo e principalmente no terceiro ano ele deve funcionar muito mais como uma monitoria, para o jovem perceber a preocupação da família, a possibilidade de ter a quem recorrer caso seja necessário, mas também adquirir confiança e autonomia para enfrentar a vida adulta.
Manter essa referência é importante, pois no estágio posterior, a universidade, não existe ou pouco existe a possibilidade de os pais acompanharem o que acontece. Se o diálogo, a troca de idéias e projetos, foi construído durante o ensino médio, a distância na relação familiar será menor, diminuindo a chance de conflitos.
E a Internet, palco global de encontro, conhecimentos e relações, não esvazia o papel da escola na formação e educação do adolescente? Não, muito pelo contrário. Com o advento da comunicação via MSN, orkut e outras formas virtuais, o papel dessa referência se aprofunda. Porque na escola as relações são "concretas", face a face!
É nesse ambiente que seu filho aprende a se virar de verdade para resolver problemas com independência, checando e ampliando o conhecimento, ouvindo, negociando, cedendo, participando, cooperando, perseverando, respeitando. Aprende a ser solidário e consciente de seus direitos, deveres e responsabilidades. Em outras palavras: ganha a chance de tornar-se um cidadão do futuro.
Fonte: Patrícia Mortara, psicóloga e professora